Já são favas contadas, resume o especialista Gunter Rudzit, coordenador do curso de relações internacionais da FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado) e doutor em ciências políticas pela Georgetown University, ao explicar a compra dos 36 caças para renovar a frota da Força Aérea Brasileira (FAB). Ele afirmou que o negócio parece ter sido uma "licitação dirigida" para que o vencedor seja o caça francês Rafale, da empresa Dassault, em detrimento de outros dois concorrentes: os modelos sueco e norte-americano. Rudzit diz que ainda são ocultos os verdadeiros motivos que levaram o governo federal a escolher a opção francesa. Ele não acredita na promessa do presidente francês, Nicolas Sarkozy, de transferir a tecnologia dos caças para o Brasil.
- O custo de desenvolvimento do Rafale é de 39 bilhões de euros. O Brasil vai comprar os aviões por cerca de 1 bilhão e receber toda a tecnologia de graça? Economicamente não faz sentido.
Ele disse ainda que o governo deveria fazer como a Índia, que está diversificando os fornecedores de tecnologia militar para melhorar a diplomacia e evitar que o Brasil fique militarmente dependente de um único país.