Bolsas de NY fecham em alta

 |  Agencia Estado
Os principais índices de ações de Wall Street renovaram nesta quinta-feira seus níveis máximos de fechamento no ano. Em um ambiente de baixa liquidez, os investidores foram estimulados a ir às compras após a queda de 28 mil do número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego na semana passada nos EUA, muito maior do que a previsão de declínio de 10 mil.

O dado acabou ofuscando o aumento de 0,2% das encomendas de bens duráveis em novembro, metade do aumento de 0,4% esperado.

Também contribuiu para os ganhos a aprovação, no Senado, do projeto de reforma para o sistema de saúde, uma das prioridades da campanha de Barack Obama. O projeto ainda precisa ser conciliado com a versão já aprovada na Câmara dos Representantes, o que deve ocorrer somente em janeiro.

Em pregão mais curto por causa do Natal, o Dow Jones terminou com ganho de 53,66 pontos, ou 0,51%, aos 10.520,10 pontos, nível mais alto desde 1 de outubro do ano passado. Na semana, subiu 1,85%. A alta dos contratos de metais ajudou as ações do Alcoa ( 2,1%). Na semana, a fabricante de alumínio foi a que acumulou a maior alta dentro do índice Dow Jones, de 12%. Outros destaques do Dow hoje incluem DuPont ( 1,1%) e Travelers ( 1,6%).

O Nasdaq avançou 16,05 pontos, ou 0,71%, para 2.285,69 pontos, o maior nível desde 3 de setembro de 2008. Na semana, ganhou 3,35%. S&P 500 avançou hoje 5,89 pontos, ou 0,53%, para 1.126,48 pontos, o maior fechamento desde 1 de outubro de 2008. Na semana, ganhou 2,18%.

O volume negociado na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse, na sigla em inglês) alcançou 319 milhões de ações, de 786 milhões de ações na quarta-feira. No Nasdaq, o volume somou 622 milhões de ações negociadas, de 1,541 bilhão de ações ontem; 1.641 ações subiram e 984 caíram.

Os preços dos Treasuries, títulos do Tesouro norte-americano, recuaram - com consequente elevação de suas taxas - em reação à queda maior do que a esperada do número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA na semana passada. As quedas dos preços dos papéis deram continuidade às perdas registradas durante a semana, já que os investidores tentaram embutir descontos nesse mercado antes do leilão de US$ 118 bilhões em notes nos três primeiros dias da semana que vem.

As vendas começam com US$ 44 bilhões em notes de dois anos; na terça-feira serão vendidos US$ 42 bilhões em notes de cinco anos; na quarta-feira, serão colocados US$ 32 bilhões em papéis de sete anos. O vice-presidente sênior de renda fixa da MF Global Investment, Don Galante, acredita que os leilões ocorrerão sem dificuldades, tendo em vista a baixa liquidez do mercado.

No final da tarde em Nova York, os juros projetados pelos T-bonds de 30 anos estavam em 4,685%, de 4,611% na quarta-feira; os juros das T-notes de 10 anos estavam em 3,804%, de 3,757% ontem; os juros das T-notes de 2 anos estavam em 0,967%, de 0,933% na quarta-feira. As informações são da Dow Jones.
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Fonte: Agencia Estado  |  Edição:
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