Brasileira ajuda a levar imigrantes ilegais aos EUA

Diego Santos  |  noticias.r7.com
A história de vida da jovem cearense Ana Luiza Reyngach nos Estados Unidos não foi das mais fáceis. Por dez anos, ela teve seus direitos reduzidos a quase zero na condição de imigrante ilegal. Agora, com os documentos em dia, a universitária vai até a fronteira no deserto ajudar quem se arrisca em uma das travessias mais perigosas do mundo. Assim como outras 2.000 pessoas do mundo todo, a brasileira é voluntária da organização não governamental Anjos do Deserto (Border Angels, nome original em inglês). Fundada em 1986 por Enrique Morones, a ONG trabalha para evitar mortes na fronteira que separa Tijuana (México) e San Diego (EUA).

Eles deixam água, comida e roupas pelo caminho, além de educar sobre os perigos e privações por trás da busca ingênua pela terra prometida. Embora não tenha se arriscado na fronteira, Ana sabe que a travessia é apenas o primeiro passo para desafios que envolvem trabalho precário, preconceito e, principalmente, ausência da cidadania.

- Meus pais estão ilegais até hoje, passamos por muitas dificuldades. Sem documentação, você não estuda, não dirige, não pode trabalhar, não tem plano de saúde. Eu tive a sorte de me casar e agora poderei estender minha cidadania aos meus pais no futuro.



Palavras-chaves: EUA - Brasileira
Fonte: noticias.r7.com  |  Edição: Diego Santos
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